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30 de agosto de 2010

Sarkis


foto do Guía Oleo

O Sarkis é um restaurante muito conhecido em Buenos Aires e
considerado por muitos o melhor restaurante de comida árabe da cidade.
A primeira vez que tentei comer lá, cheguei às nove e meia da noite e
havia uma fila com previsão de duas horas de espera. Me recuso a
esperar em filas por mais de meia hora, então fui embora. Mas a idéia
de que tinham uma boa quantidade de loucos que queriam tanto comer ali
que estavam dispostos a estar no vento frio esperando aumentou minhas
expectativas.
Algumas semanas depois era hora de tentar de novo. Cheguei às oito e
meia e já tinha fila, mas tudo bem, não tanta fila. Uma espera de
vinte minutos não machuca ninguém. Minha mesa era em um lugar meio
estranho e o garçom um tanto arredio, mas vamos ver o que acontece. A
idéia era experimentar o falafel, umas entradas típicas e talvez algum
prato do cardápio que eu não tivesse a menor idéia do que era.
[Pausa: aqui na Argentina algumas comidas árabes, como as esfihas,
não tem o mesmo nome que no Brasil. Fim da pausa.]
O garçom não era muito solícito e não estava com a menor vontade de
parar ao lado da mesa nem para escutar o pedido. Além das filas, não
tenho muita paciência com lugares em que as pessoas não querem me
atender. Decidi pedir então só um hummus ("sim, sim, é hummus, mas
aqui damos o nome em espanhol mesmo: purê de grão de bico."
ahn...ok.), um babaganouch e os falafel.
Que decepção minha gente, hummus sem tempero, babaganouch aguado,
falafel super seco com um molhinho de tahine com muito mais limão do
que deveria. Enfim, se não conseguem fazer essas coisinhas simples
bem, eu que não vou me arriscar com carnes nem nada disso.
Saí de lá com a sensação de que até Habib's vai ter algumas opções
mais honestas e sem fila. E eu nem gosto do Habib's. Na verdade me deu
saudade do Halim em São Paulo. Sabe como é, né? Don't believe the
hype.

Eu não volto mais*, mas vocês podem arriscar:
Sarkis - restaurante Armênio - Thames 1101 - Palermo - Buenos Aires

*Uma coisa: eu acredito em azar e dias ruins em restaurantes. O que não
quer dizer que eu queira voltar para comprovar se foi isso mesmo que
aconteceu.


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29 de abril de 2007

Almoço na faculdade

Terça-feira é dia de almoço na faculdade. Afinal ficar lá das 8 as 19 não é fácil e se faz necessário um almoço com bastante "sustança"! Nesses anos (e são muitos) na faculdade, vários foram os menus e locais oferecidos para matar a fome de um estudande de curso integral:
- Padoca (restaurante self-service com preço justo e refrigerante 2L que barateava o custo)
- Pousada (uma pousada que oferecia almoço com comida mineira. 6 reais comida a vontade e ainda ganhava o suco).
- Cantina do japones (com seus parmegianas, hamburguers, x-salada, x-tudo)
- shopping (e todas os habituais fast food)
- Rei do cupim (churrascaria que ainda vai ser discutida aqui, aguardem)
- Cantinas da "rodoviaria" da Puc (feito para parecer com uma praça de alimentação de shopping, mas parece uma rodoviaria. A unica coisa que parece com shopping é o preço).

Atualmente, o local mais frequentado por mim e meus comparsas sofredores é a FAEFI, faculdade de educaçao física da Puc. A cantina da FAEFI oferece por quilo ou prato feito. Como eu só como prato feito só posso falar sobre eles.
Diariamente, a cantina nos brinda com diversas opções de pratos feitos, na realidade são 5 tipos. Sendo que dois variam todos os dias e os outros três são fixos. Os fixos são pratos comuns, nao me recordo de todos porque nao costumo comê-los. Afinal, um crítico gastronomico que se preze como eu só come comidas sofisticadas. E se só tiver dinheiro para PF, come o PF mais sofisticado então.
Voltando, os pratos fixos são filé de frango, calabresa e não me lembro do terceiro.
Os outros dois pratos são o supra-sumo do PF, demonstram todo o requinte, sofisticação e talento da cozinheira da cantina. Bife a rolê, carnes com molhos exóticos, com chapignon, molho madeira.
O prato feito, como em 99% dos lugares, é aquela montanha de arroz e feijão. Um das coisas incompreensíveis da FAEFI é: Porque o feijão vem embaixo do arroz? Não dá para entender.
Além do arroz, feijão e carne, o PFão sempre vem acompanhado do "algo mais". Batata frita (faz tempo que eu não as vejo), palitos de beringela (frita, meus prediletos), panache de legumes (uuiii), purê de batatas, batata cozida e por aí vai.
O prato feito custa 6 reais e vem acompanhado de uma salada e um super suco (o mais puro sabor da fruta, um tang , as vezes aguado). Você pode trocar seu pratinho de salada por um sucão (o seu tang aguado agora em tamanho família, bom né?).
Além disso, sempre tem uma sobremesa surpresa: gelatina, paçoca, brigadeiro.

Na frente, a sobremesa do dia. Ao fundo, Diogo se esbalda.



Na última terça-feira, eu e meu grupo de redes ( o sr. toda e o sr. digo), apos uma estafante manhã de programação desenfreada, nos dirigimos à FAEFI para mais um saboroso almoço. O sr. Toda e eu nos dirigimos ao balcão de PFs já digo, vulgo guinho se dirigiu ao self-service.

prato do Diogo feito no self-service



No balcão, encaro com a mais atroz das dúvidas existênciais: qual PF escolher?
Obviamente, a dúvida estava entre os dois pratos diferentes. File de frango a fiorentina ( molho de espinafre) ou uma carne cozida. Eu, com todo o meu conhecimento da cúlinária e da nouvelle cuisine, não ficaria satisfeito com uma simples carne cozida e pedi logo o filé de frango a fiorentina.

O belissimo frango a fiorentina



O sr. Toda optou pelo básico e partiu para calabresa. Claro, teve que ouvir os donos da cantina fazendo piadinhas de duplo sentido sobre a calabresa.


calabresa fatiada ou inteira, Toda?



Agora vamos a parte que interessa: a comida.
O file de frango a fiorentina não estava dos melhores, o molho estava bem pouco temperado e faltou gosto de espinafre (afinal eles anunciavam como sendo um molho de espinafre). O arroz e o feijão é a mesma coisa de sempre, bem feito e sem muito tempero. Tudo bem que tem exceções, já peguei um dia que o arroz estava horrivel. Mas foi só um dia, provavelmente a cozinheira não estava no seu dia mais feliz. As batatas cozidas estava muito bem feitas e ajudavam a dar um gostinho com o frango.
A salada estava bem temperada, e servia pra jogar em cima do arroz, feijao e frango pra tudo ficar mais saboroso. já o suco, depois de dois anos comendo na cantina, eu ainda estou tentando descobrir do que é esse suco laranja. Acho que é tangerina.
Minhas conclusões finais? A comida da FAEFI é boa, um preço bom comparando com outros lugares da faculdade e redondezas. O prato é farto e ajuda a manter a pança cheia até a tarde. E é mil vezes melhor que ir num shopping e gastar 15 reais num prato executivo ou num McDonald's ou coisa do tipo.
Recomendo.


Análise do Toda:
Seguinte, se você precisa de sustância e gostaria de pagar pouco por isso, vá na FAEFI. O prato em questão é o famoso Calabresa! Eu mesmo aprecio muito o dito cujo, bastante arroz, feijão, a calabresa e guarnição...um purê de batatas talvez, ou um panache de legumes...
Bom, resumindo, é bom pq é barato ou é barato pq é bom?
2 reclamações apenas:
- Tempero fraco
- Arroz por cima do feijão!!!


FAEFI: Puc-Campinas , Campus I

28 de fevereiro de 2007

restaurante japonês

Carnaval, feriadão, nada de aula! Nada melhor do que levar a namorada para um almoço ¨sofisticado¨ e de quebra ainda encher a pança em um bom restaurante.
O escolhido da vez foi um restaurante japonês, o Matsu. O Matsu tem, no almoço, buffet livre, para qualquer glutão comer até passar mal. Existem dois restaurantes Matsu aqui em Campinas. O mais antigo fica na Rua Paula Bueno e o outro é no Cambuí, na Rua Padre Almeida.
Os dois oferecem praticamente o mesmo serviço, só com algumas diferenças. A primeira diferença é o preço. No Matsu da Paula Bueno, existem dois tipos de almoço. O mais completo, incluindo sashimi, custa 32 reais e o mais barato, sem sashimi, custa 25,90. Já no Cambuí, existe apenas um "pacote" que sai pela bagatela de 34 reais e dá direito ao buffet completo (sushi, sashimi, etc e etc). Na minha opinião, a diferença de preço se deve apenas ao fato do Matsu-Cambuí ser mais novo e metido à chique, e também por estar num bairro mais metido à chique ainda. Existem algumas diferenças na comida também e serão ditas mais para frente. Além do mais, o Matsu na Paula Bueno por ser menor e ter o balcão de sashimi parece mais um restaurante japonês tradicional e parece mais "aconchegante" que o outro.

Claro que para um almoço desse tipo merece toda uma preparação, já que é necessário estar com a barriga bem vazia para aproveitar o restaurante de maneira adequada (leia-se comer muito, muito mesmo). Então, o ideal é não tomar café da manhã e, as vezes, nem jantar na noite anterior. Fazer uma atividade física antes do almoço para sentir aquela ¨fome de leão¨ também é uma boa. Com essas medidas, você vai ser um prejuízo para o restaurante!!
Agora falando da comida!!!
Ambos oferecem quase o mesmo buffet (tirando o que um sempre tem sashimi e o outro só tem quando se paga mais). Nos dois sempre tem tempurá (vegetais empanados, que eu acho bem sem-vergonha no Matsu), salada de polvo, camarão frito, gyoza, rolinho primavera (dois pratos chineses, mas tudo bem), salada de pepino, gengibre, shimeji, e dois ou tres pratos quentes (algum tipo de peixe, macarrão ou alguma surpresa) e os sushis (de salmão, atum , peixe branco, skin, etc , etc e mais etc).
Quanto ao sashimis, só posso dizer com respeito ao Matsu do Cambuí. São três tipos, de salmão, atum e peixe branco. Todos muito bons. Além do buffet, os restaurantes ainda oferecem alguns pratos à la carte (incluídos no preço). Em ambos é possível experimentar temaki, que são sushi em formato de cone (li uma vez que esse formato é para ser servido como um fast food, nas ruas do japão e as pessoas sairem comendo um sushi pela rua), e tem três tipo temaki de salmão (com maionese e cebolinha), skin (meu preferido) e atum. Os temakis no Matsu da Paula Bueno são menores mas possuem mais recheios. Já no Matsu-Cambuí, além dos temakis é servido salmão grelhado (que acho que quase sempre tem no buffet do outro restaurante) e camarão empanado.
Achei que o Matsu-paula bueno apresenta mais variedades de sushis, porém me parece que o arroz lá é um pouco mais duro do que o do Matsu-Cambuí e isso compromete um pouco, na minha opinião.
No geral, os dois são ótimos para se ter um beeelo almoço, regado a muito peixe cru, wassabi e arroz!
As fotos abaixo são do matsu-cambuí.
Outros participantes do almoço: Renata e Lara.